
O meu amigo Ricardo, do fotolog /kaotcs, teve a idéia de disponibilizar uma compilação com 22 faixas com um monte dessas 'coisas novas' que andam rolando por aí. Assim que ouvi, deu a maior vontade de resenhar a Lies Are Much More Fun. e vamos as faixas:
a compilação abre com uma cópia muito da descarada de The Rapture: se você já não gosta do Rapture pq eles copiam descaradamente o Gang Of Four e o The Cure, então esqueça do The Sunshine Underground. eu, como gosto de The Rapture, até ouço, mas confesso que chega um momento que dá raiva. São seguidos pelos The Automatics, banda nova que não me diz absolutamente nada, mas confesso gostar do backing vocal demente q eles têm. Depois tem White Rose Movement e Boy Kill Boy, mais duas bandas que não trazem nada de novo, mas que fazem coisas bacanas, como as faixas presentes aqui. Elle Milano, que nunca ouvi falar, traz mais do mesmo e se outras faixas forem no mesmo calibre de 'Sunshine In Happy Land', thank you but no, não mesmo (parecer uma faixa ruim do Hot Hot Heat não deve ser muito animador né?). Acho que para compensar, logo depois temos duas maravilhas da música 'nova': The Young Knives (que nem é a melhor faixa deles, mas já é muito boa!) e Tokyo Police Club, canadenses que já até postei aqui: falem mal, mas eu ADORO esse baixo e a forma como dividem os vocais no refrão. Canadenses, né? Hellogoodbye parece copiar aquela música do Sonic Youth ('Bull in the heather', é isso?) e misturar com batidinhas dançantes pro povo se jogar numa pista. Ruim? eu não acho! Shitdisco tem um nome mais original que a música que fazem, mas estou cansado dessa coisa Talking Heads/Gang Of Four!!! Vamos começar a copiar outras bandas, né?! Forward, Russia! é uma dessas bandas inglesas que não quero ouvir mais nada além dessa música: vocal chatíssimo e uns erros imperdoáveis ali no meio da música, que poderia ser um hit instantâneo. Hot Chip eu adoro, de verdade! Grande escolha de música. Depois vem Shiny Toy Guns, uma espécie de Peaches mais pop, e é claro que adorei isso. Assim como Tapes 'N Tapes com sua ótima 'Cowbell', um vocalista choroso e melodia que me remeteu à inerente criatividade de um XTC no passado. Lily Allen dispensa apresentações, pena que em menos de um ano (posso estar errado, claro) ninguém mais se lembrará dela. Howling Bells é linda e dramática, me lembra tantas bandas com meninas no vocal que não chegaram a lugar algum, mas que eu adoro, que poderia até ser brochante, mas ainda amo esse formato de banda. The Mystery Jets e The Grates (com a faixa que deu nome à compilação) são tão bem intencionados que a gente até gosta deles, e fica torcendo pra que a banda dê certo. Segue com a melhor faixa do Be Your Own Pet, que eu não gosto. E não entendo porquê colocar bandas como Enter Shikari (urgh!!!) e Bring Me The Horizon (double urgh !!!!!!) numa compilção tão bacana como essa, enfim... Pra fechar temos as ótimas electro riot girrrrls do The Long Blondes e a ótima You Say Party! We Say Die!
saldo final muito mais positivo que negativo.
Motomix 2006
Esse Motomix foi realmente muito bacana, mas vai ficar marcado mais por uma outra razão do que pelas apresentações em si: foi a primeira vez fui parar numa enfermaria de um festival. Tudo bem que ser obeso aos 33 anos de idade contribua para tal fator, e na verdade foi mais por uma precaução do que necessidade que procurei a enfermaria (sim, procurei, não fui levado a ela), mas vamos começar do início...
SÁBADO – 16/09
Ao entrar no Espaço das Américas (não preciso nem falar da polêmica que gerou, né?) perdi uns minutos tentando achar o palco. A noite começou um pouco depois com um tal Motomix Project: dois sets de DJs e depois o trio, até que divertido, Gomma Fou (você pode achá-los no MySpace) abriram a noite fazendo o pessoal dançar – e xingar um pouco também. A grande maioria ali estava para ver Franz - eu esperava ansioso a aparição do Art Brut. Logo depois do tal Project, entrou a norueguesa Annie: caras e bocas, muita preocupação com a franjinha e umas piscadinhas que davam vontade de subir no palco e socar a moça; mas foi uma delícia ouvir ‘Chewing gum’ ali, e uma pena que ‘Heartbeat’ tenha ficado um pouco diferente do que eu conhecia. Foi rápido e indolor, apenas com um momento de chatice quando cantou ‘Come together’, muito longa. Cortinas fechadas. Cortinas abertas com o Art Brut no palco. Bem de frente para a baixista Frederica Feedback era possível ver o quanto ela parecia gostar de toda a euforia que os fãs da banda mostravam. Claro que o melhor de tudo era EddieArgos, o vocalista mais bacana dos últimos tempos, contando suas histórias e dando conselhos (como em ‘Emily Kane’), ou ainda tentando pular corda com o microfone. Mas foi exatamente depois de uns 20 minutos de Art Brut no palco que eu tive que sair do meio da 'muvuca' toda – ainda não acredito. Mas foi cansaço demais e preocupação com a pressão. Ouvi ‘My Little Brother’ enquanto uma enfermeira media minha pressão. Patético. Depois de uma demora absurda, Franz Ferdinand sobe ao palco para uma apresentação exímia, de deixar fãs absolutamente orgulhosos de gostarem de uma banda como essa. Mais de hora e meia de show, cheia de hits e momentos inesquecíveis. Eu estava nos sofás do espaço iG, e vi a catarse toda acontecer pelo telão. Fim de show e a grade ficou livre para quem quisesse curtir o Radio 4, que eu queria muito ter visto também, mas na quarta música eu já não tinha forças alguma e precisava vir embora. Espero que voltem um dia, para um espaço menor.
DOMINGO – 17/09
Achando que o Schneider TM subiria ao palco só lá pelas cinco da tarde, não me preocupei em ir cedo. Chego lá e só consigo assistir as últimas 4, 5 músicas. Uma pena. Mas o arrependimento seria maior se eu não tivesse visto a dupla um tempo atrás no Sesc Pompéia. Ainda assim vibrei com ‘Reality check’, que fechou a apresentação. Daí pra frente, eu mais descansei do que qualquer outra coisa (sim, naquele mesmo sofá do espaço iG). Uma seqüência quase insuportável de Andrew Weatherall, Swayzak e Isolée: deve ser por isso que essa gente de rave precisa tanto de ‘doces’ e afins, é tudo muito chato. Argh! E eis que a noite dá uma guinada de 180 graus com titio Hook no palco, tocando New Order, Joy Division (e me fazendo chorar com ‘Transmission’), The Killers, Blur (momentos bem FM, aliás) e outras coisas. Ele é engraçado, interage e agradece sempre. Eu não esperava nada, mas foi bacana. E daí Adult., ah o Adult. !!! Nossa, foi tão inesperadamente bom que eu diria que ficou ali, bem do lado do Art Brut, dos meus shows favoritos. Nikola parecia tímida e foi conduzindo o show até levar um tombo (que na minha opinião, foi premeditado). E conversava em inglês e veio cantar na grade com o grupinho de fãs. Depois, durante ‘Human wreck’, ela se jogou pra platéia, num meio-mosh desajeitado de cima da grade e voltou pro palco perguntando ‘Vcs estão se divertindo?’. No final, ela desceu e autografou meu ‘Gimmie trouble’ e me deu um beijo! Sem forças algumas, voei pra casa e terminei o domingo dormindo feito criança cansada de tanto brincar com os novos presentes de Natal – e olha que não é nem dezembro ainda.
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