SUNDAY SUNDAY
Faz tempo que não escrevo isso aqui: Sunday Sunday!!!. Costumava, no início desse blog, vir para a frente do computador todo final de domingo para relatar como o mesmo havia sido. Daí tirei o nome daquela música do Blur e 'batizei' uma das muitas sessões deste blog - que agora ficaram ali nos arquivos e que podem ou não ressuscitar a qualquer hora. O domingo hoje? Bom, acordei em Bragança Paulista, fui ver a família depois de um dos muitos comuns hiatos familiares pelos quais famoso sou. Às quatro da tarde peguei o ônibus de volta e teria ouvido o cd que comprei do Maxïmo Park se o discman não estivesse em vias de pifar
(não, não era pilha o problema). Depois de chegar em casa e ver que A Terra dos Mortos ia furar, resolvi ir ver Inconscientes, una película española muy interesante. E é isso. Onze da noite e eu aqui pensando em 'Sunday Sunday' do Blur.
POPCORN SESSION
Domingo passado fui assistir a Fantástica Fábrica de Chocolate, precisava ver o que Tim Burton havia feito com um clássico da minha infância, de Sessão da Tarde. E o resultado é, no mínimo, encantador. Claro que tendo em mente todos os passos do original fica um pouco difícil não se decepcionar em alguns momentos. Willy Wonka, na verdade, parece outro. Um Michael Jackson um tanto perturbado: cara pálida e e cheio de traumas. Johnny Depp passou longe do frescor e autoridade com que Gene Wilder fez o mesmo personagem há 24 anos. A história prolonga-se e vai um pouco além e acaba por deixar o filme esticado demais, sem necessidade alguma. Talvez mais possibilidades para Tim Burton explorar o que ele faz de melhor: imagens que fazem você ficar de boca aberta. O filme é de um colorido encantador, e não dá pra ficar imune aos novos Oompa-Loompas - feitos por um único ator. As crianças também estão absolutamente ótimas. Mas sinto falta sim de músicas como 'I've got a golden ticket' ou 'Pure Imagination'. Um desses filmes para marcar o ano, com certeza, mas que deixa um certo ranço em quem se entregou ao original.
ZINE YOURSELF

Os dois mais recentes fanzines de papel que chegaram às minhas mãos foram esses dois: Barulhoscópio e Lado [R]. Ambos de Natal, RN. Ambos dedicados à divulgação de música, dessa que a gente ouve em casa. Barulhoscópio é do já lendário Alexandre Alves, 'roqueiro elitista' odiado em sua cidade por formar bandas que cantam em inglês, vide Chronic Missing e a nova (?) e ótima The Automatics. O Lado [R] aconteceu devido uma parceria entre Rafael F., Leandro Menezes e Dimetrius Ferreira - todos com bandas ativas em Natal. Um é no formato A4, enquanto o outro é no mesmo formato, só que dobrado. O Barulhoscópio tem Continental Combo, Montgomery, Teenage Fanclub, Church, Pia Fraus, entre outros. O Lado [R] traz Grenade, The Silvias, Facada, entre outros. Ambos número 01. Contatos (sim! papel e caneta e correios, lembra disso?!):
BARULHOSCÓPIO: Avenida Hermes da Fonseca, 1163 Tirol Natal RN 59015-001
LADO [R]: Rua Pernambuco, 29 Neópolis Natal RN 59080-260
PURE POETRY
Not to soon
She colourblind tired eyes
Her hallway aching
She'll never move him - likes it that way
He's just a walker and he'll never stop walking away
It's not too soon he said, It's not too soon at all
You might as well be dead he said
If you're afraid to fall, I said -, I know her
She said - Why do you stare so hard
Wrapped up like a doll in bad dreams and broken arms
Make these old bones shiver
It's not too soon he said, It's not too soon at all
You might as well be dead he said
If you're afraid to fall, I said - I know her
The last time I saw you, You were standing in the dark
And with a freezing face, I watched you fall apart
It's not too soon he said, It's not too soon at all
You might as well be dead he said
If you're afraid to fall, I said,
done your time, been in your place
I couldn't look you in the face
and tell you that it turns me on
it makes my stomach turn
I know her
by Throwing Muses, 'The real Ramona' 
http://www.tv.com/the-x-files/show/61/episode_guide.html&season=7
Classificação: 
Acabei de assistir o episódio 'all things' ('todas as coisas', em português, e com letras minúsculas sim) e deve ter sido a primeira vez que achei um episódio de Arquivo X 'estranho'. Sim. 'Estranho'. Com uma sensação 'esquisita'. Foi dirigido e escrito por Gillian Anderson, e talvez seja essa a razão da 'estranheza'. Um episódio em que tomamos conhecimento de que, sim, Mulder e Scully tiveram 'algo a mais' do que simplesmente trabalharem juntos. Começa todo filosófico e é cheio de citações e idéias um tanto contrárias a da personagem Scully (uma budista?!). Deve ter sido muito estranho assistir esse episódio na época - 2000, 7ª temporada. Mas eu gosto muito do tema: escolhas que fazemos; e que nada é por acaso: tudo o que nos acontece é cercado de propósitos, mesmo que desconhecidos. Será?