UDIGRUDI
Quem me conhece sabe que não é qualquer coisa que faz com que eu saia de casa à noite. Sábado então, para ver bandas tocar de madrugada em clubes enfumaçados e poluídos pela fumaça do cigarro, que misturada ao gelo seco, fazem os olhos arderem demais, é mais difícil ainda. E como não vibrei ao saber que a Pale Sunday tocaria aqui em SP pela primeira vez num domingo à noite, 26 de julho. Antes do show começar, momento 'bate-papo-com-os- amigos-que-há-muito-não-se-viam': uma reunião de gente boa do udigrudi nacional. Momento também de comprar o CD da Pale Sunday, lançado pela Matineé Records - lançando, pela primeira vez, álbum de uma banda nacional, Summertime?. A noite começou com o combo Os Telepatas mostrando suas canções bonitas e quase perturbadoras: abriram com a linda instrumental 'Pensar esquerdo' e o ar se encheu de uma atmosfera que deve ser muito comum em apresentações do Mogwai (depois até me disseram que Fabs, vocalista e guitarrista, gosta de Mogwai sim!). Foi um set exemplar, cheio de muitas e muitas idéias e mostrando que ainda vamos ouvir falar muito deles. Daí então não demorou muito para a Pale Sunday subir ao palco e fazer a felicidade de alguns 'indieadults-quase-velhos-mesmo' ali presentes. Começou com um som truncado, difícil de ser acertado, mas a vontade de vê-los era tanta e tão maior que a coisa foi rolando. Depois de algumas músicas, Fabrício clamou pela paciência dos fãs para tentar melhorar o som. Melhorou um pouco, mas já nem era mais um problema. Mais uma vez o palco estreito da FunHouse foi vítima de um acontecimento histórico: o segundo show da Pale Sunday ever! E eu estava lá!
ps: foto tirada do fotolog do pessoal de Franca, do Studio 11, que discotecou lá no dia do show:
http://ubbibr.fotolog.net/studio11/?photo_id=10745444
FUTILITY # 73
Continuo aqui sim. Morri não. Estou com alguns cds de bandas nacionais que quero resenhar aqui, mas isso leva tempo. Mas vou ter alguns dias de relax e depois julho inteiro com os dias mais calmos. Não desistam!

THESE GIRLS HAVE A LOVELY SINGING VOICE
POPCORN SESSION
Full Frontal, de 2002, dirigido por Steven Soderbergh, pode até nem ter acontecido como alguns esperavam que acontecesse: Julia Roberts e David Duchovny, participação quase relâmpago de Brad Pitt no papel dele mesmo, diretor de Oceans 11, Traffic e Erin Brockovich. O que importa é que fiquei grudado na TV por mais de hora e meia e dei umas boas e altas gargalhadas. O filme em si é quase um nada e traz um outro filme dentro dele mesmo que é mais nada ainda, chamado 'Rendezvous'. Mas tem Catherine Keener, no ótimo papel de Lee. Tem David Hyde Pierce, fazendo Carl, marido de Lee, compondo uma personagem no mínimo inesquecível. Tem Mary McCormack, mostrando que é sim uma ótima atriz no papel de Linda, irmã de Lee. E o filme é basicamente conectado a essas três personagens, situações interligadas e que são - muito inteligentemente dirigidas no filme - quase que partes de um reality show. Se você quiser se divertir e não é nada fã dos grandes blockbusters americanos, eu sugiro Full Frontal.
FRIENDS' WORDS
Dessa vez o texto é do Gilberto Custódio, que depois de passar um tempo em Londres está voltando ao Brasil.
THE CRIBS
The Cribs em especial foi a grande sensação de 2004. Pelo menos no meu quarto. Imagine que os integrantes dessa banda são fãs declarados de lindezas do naipe de um Beat Happening, The Pastels, Teenage Fanclub, Sebadoh, Pavement e por aí afora. Fala sério. Quando soube disso, fui loucamente atrás do debut álbum deles e qual não foi minha surpresa ao descobrir que sim, são exatamente essas as influências dos rapazes. Que coisa! Já na 2ª faixa do CD eles me fizeram derreter: “You Were Always The One” é guitar pop upbeat com umas guitarras que tiram uns acordes que de princípio soam meio estranhos, meio dissonantes... que nada. É justamente esse o apelo The Cribs da coisa toda: as guitarras nonsense. As melodias vocais são deliciosas, durante todo o álbum não ouvimos nenhum grito descontrolado. São contidos, esses Cribs. Ainda bem. Nem ligo que “You & I” parece (as melhores do) Strokes. Afinal temos ainda a (im)perfeição de “The Lights Went Out”, a dançante “Another Number”, a melódica “Tri'Elle” e outras. Mais o que? Nada... apenas digo que fazer air guitar ao som dos Cribs é irresistível. E isso que é o mais importante.


música do ano????
BIRD GERHL
I am a bird girl now I've got my heart Here in my hands now I've been searching For my wings some time I'm gonna be born Into soon the sky 'Cause I'm a bird girl And the bird girls go to heaven I'm a bird girl And the bird girls can fly Bird girls can fly