MNS # 11

 

O número 11 trouxe duas capas: na principal, a banda dos amigos (sumidos!) Hil e Carlos, a Swamps; na outra, o Placebo, que começava a chamar atenção. Dentro, você encontrava a seção Speed, bem fraquinha dessa vez, Silver Sun, Bawl, Gus Gus, uma resenha do Giulliano (Low Dream) sobre o Essential Music Festival, na Inglaterra. E ainda Komeda, algumas demos comentadas, Supermarket, Northpole (uma banda italiana com um quê de Smiths) e Equipe Espacial. Isso em agosto de 97.

BACK TO MakeNoSense!

O número 10 trouxe na capa a mais promissora banda do udigrudi nacional que, infelizmente, não aconteceu - pelo menos não da forma como deveria ter acontecido. Claro que isso é apenas uma opinião minha, mas acho até que o Rodrigo Lariú concorda, afinal de contas acabou lançando material do Grape Storms, inclusive o ótimo cover para 'A letter to Elise', do The Cure. Foi nessa edição que publiquei os dez outros zines (capas + comentários que postei aqui uns dias atrás). Tinha ainda os melhores de 96. Matérias com Sneaker Pimps, My Life Story, Puressence, Trembling Blue Stars, Sussed, Snooze, Imperial Teen, Moses, uma matéria histórica sobre o movimento RoMo escrita pelo Gilmar (ex-Primitive Painters, atual Terrorturbo), que também escreveu sobre um monte de bandas que viu em Londres (que resultou no engraçadíssimo comentário do Tupanzine!!!) e ainda as compilações The Smiths Is DeadDon't Be Afraid My Son comentadas. Tudo isso em fevereiro de 97.

YOU GOT TO BUY ME THINGS!

Caramba, perdi a apresentação das meninas do Avenue D no Ampgalaxy semana passada! Na verdade, nem estava sabendo da vinda delas, já que não sou assim tão electro fanático. Mas tudo bem, tomara que haja um apróxima vez. Resolvi então re-publicar um post que fiz sobre as meninas no meu ex-blog (quando ainda era blig, urgh!), escrito no dia 25 de outubro do ano passado.

OH MY GOD! THAT'S AVENUE D!!!

Pois é, e tem gente que ainda acha Peaches e Miss Kittin a maior baixaria. Se você ainda não ouviu o Avenue D devia correr e baixar alguma coisa delas. Parece que 'Do you think I'm a slut?' é um hit e coisa e tal. As letras são absurdamente pornográficas: é muita meteção, pinto, chupada, buceta, masturbação, gozada, trepada no banco de trás, putaria, brinquedinhos sexuais, sexo anal e por aí vai. Lançaram dois CDs e andaram pela Europa, tocaram com Tiga e Erland Oye ( do Kings Of Convenience) e tiraram fotos com Peaches, Boy George e conheceram o Marc Almond. As fotos no site são muito caseiras e engraçadas. É quase inacreditável que fazem música de verdade. Música? Bom, é um quê de funk 'supersonic' carioca com pitadas de Peaches e às vezes um Lolita Storm com menos adrenalina e pura putaria. As minhas favoritas são 'Rainy Days' e 'Buy Me Things'.
http://www.avenued.com

SKOL BEATS : BASEMENT JAXX!!!

E sem muita demora, depois de uma rápida e bem cool apresentação do DJ Mario Fischetti , uma mulata de verde e branco entra no palco para trazer a dupla Simon Ratcliffe e Felix Buxton: o Basement Jaxx. Daí para frente o que se viu no palco do Outdoor Stage foi uma das melhores apresentações que um ser fã de música pode ver. Primeiro: lá de cima do palco é preciso cativar o público; e isso fizeram desde o primeiro momento. Segundo: é preciso muito mais do que um ou dois hits para segurar a onda por volta de uma hora e meia; e isso nos deram com maestria. As faixas do mais recente (e terceiro) álbum, Kish Kash, ficaram incríveis ao vivo - já que eu não sou tão fã assim desse álbum: 'Good luck' era de dar arrepios, e trouxe ao palco as primeiras duas vocalistas. Tivemos ainda o hit do primeiro álbum, 'Red alert'; 'Romeo', numa versão mais funk; o hino 'Where's your head at?' cantado em uníssono pelo público e fazendo as estruturas do sambódromo tremer como nunca; 'Cish cash' sem Siouxsie mas com uma vocalista dominatrix; 'Jump and shout'; do incrível álbum de estréia no bis; e claro a tal da 'Sambamagic'. Faltaram, na minha opinião, a ótima 'Yo-yo', do primeiro, e 'Get me off', do segundo, que provavelmente provocaria um gozo generalizado no povo. O público ainda delirou quando a introdução sampleada de 'Seven nation army' do White Stripes ecoou no Outdoor trazendo mais uma música (se alguém aí souber o nome, please, let me know!). Queria ter escrito isso de lá, logo depois do show, ou durante ele, pois agora já me esqueci de muitos detalhes, que só mesmo estando lá pra saber/sentir. Foi uma dessas experiências pra nunca mais esquecer.

SKOL BEATS: WERE YOU THERE?

Sábado, 24 de abril de 2004. Dia em que fui ao Skol Beats pela primeira vez. Não, não. Não sou fã ardoroso de música eletrônica, adoro indie pop guitar bands, mas fui conferir duas das principais atrações do festival: Fischerspooner e Basement Jaxx. Para quem acompanhava o MakeNoSense não vai estranhar em nada o fato de eu citar aqui o Basement Jaxx: o álbum de estréia, Remedy, ficou entre os cinco álbuns do ano para mim, na época. 

 

Chegamos lá por volta das sete da noite. Muita gente indo e vindo, filas imensas para ir ao banheiro, gente bonita, esquisita e over. Até agora não sei se gostei do Sambódromo como local para o evento; e cheguei a ouvir opiniões diversas de pessoas que foram ao Beats do ano passado: uns acharam melhor o local e organização; outras acharam as atrações legais, mas não o local nem organização. Para mim, foi tudo bem tranqüilo, só piorou um pouco quando a chuva começou e as pessoas entupiram algumas tendas, tornando impossível dançar dentro delas. E algumas filas para comida/bebida também estavam um pouco abarrotadas demais.

 

Depois de dançar um pouco com Benny Benassi, que deve ter rolado ‘Satisfaction’ 999 vezes , começou o show do Fischerspooner. Umas meninas entram no palco e começam uma coreografia vagabundamente ensaiada (claro, que de propósito!) e logo depois um corpinho mirrado e todo glitter entra no palco e começa o show. O maior problema foi agüentar uma ‘louca’ (do sexo masculino, I mean) gritando nos meus ouvidos: ‘Casey, take your clothes off! We wanna see your dick! Dress down , babe!’, no começo foi até engraçado, mas o tempo todo?! Tenha santa paciência! (Mais tarde descobri quem era, mas melhor deixar pra lá!). Bom, já na segunda música, ‘The 15th’, Casey Spooner começa a demonstrar uma certa impaciência/intolerância com o público, o que vai crescendo durante o show e culmina no interrompimento de ‘Emerge’ (o único grande hit da banda) e saída de Senhora Irritadinha Casey do palco. A primeira reação é mandar aquele viadinho pro inferno, mas daí você começa a perceber que tudo é uma brincadeirinha, jogadinha, encenação do tal Casey. Daí volta no momento mais Gary Numan do show, dizendo para o público ‘You’ll have to do a better job!’. Se quiserem ouvir ‘Emerge’, completo eu. Mas no final das contas acabou cantando três vezes (se contarmos a interrompida) e deixou de fora do set list ‘Natural disaster’ (uma das minhas favoritas) e também ‘Invisible’, que era obrigatória. Claro que muita coisa do novo álbum rolou, mas foi difícil reconhecer todas. Conclusão: valeu muito à pena ter visto Fischerspooner. Produção teatral (as tais chuvas de papel e neve foram ótimas!), muitos figurinos, muita coreografia, muita viadagem (no melhor sentido possível da palavra!), mas também muita música legal. Destaque para a vocalista Lizzy Yoder e suas performances ótimas.

FUTILITY # 22

Noooossa! Muuuito cansado!  Skol Beats foi bacana,  mas foi como o Du comentou: "A gente precisa se preparar fisicamente para esses eventos...". Depois eu volto, com uma pausa nesse revival de MakeNoSense pra falar do Skol Beats!

WOW!!!
Nossa! Muito legal ver os dez primeiros MNS assim, um do lado do outro, e o mais legal é saber que várias pessoas também vão ver isso aí! Já estava louco pra voltar a fazer zine em papel, agora então com esse post... Bom, quiz fazer grande assim para que as pessoas pudessem ler o  que escrevi na época. Todas as resenhas terminam em '...e tudo isso em 90 e poucos...', espero que não soe arrogante ou algo assim, era mesmo só para localizar o leitor. Sem falar que tem umas coisas absurdas, como por exemplo o texto que fiz do Mudhoney no MNS # 01!!!! O que é aquilo?! Quem leu devia achar que eu era o maior fã de grunge!!!! Na verdade, eram informações que eu peguei de alguma revista, traduzi e mesclei com texto meu. Só para vocês terem uma idéia, termino dizendo que 'só nos resta esperar que um dia possamos conferir um show dessa banda e então ENCHER A CARA DE CERVEJA EM NOITES ARREBATADORAS E PICANTES' !!! Cara, o que é isso?! Vale à pena deixar registrado aqui também que tenho praticamente todos os originais guardados aqui em casa (menos os dos números 03 e 06), se alguém se interessar, a gente pode ver quanto ficaria pra fazer as cópias. 
MakeNoSense REVISITED

MakeNoSense

Volta-e-meia a grande vontade de fazer um zine em papel reaparece de forma quase desesperadora. Não tinha nada como cortar, colar, sujar os dedos de cola, fazer as cópias, descobrir ótimas máquinas de xerox, ficar puto quando alguma coisa dava errado, dobrar as folhas, colocar a borracha (!!!) pra grampear e coisas do tipo. O MakeNoSense definitivamente significou muito pra mim. Conheci pessoas incríveis por causa dele e por causa dele vim parar em Osasco e blah blah blah... E ontem duas coisas muito legais aconteceram por causa do MNS. A primeira foi rever o Beto Guimarães, de São José dos Campos, um dos primeiros colaboradores do zine e um dos pioneiros no Brasil a escrever sobre o Stereolab (isso no MNS # 01, em novembro/dezembro de 92, seis meses depois do # 00!!! ). Outra coisa interessante foi a pesquisa do Eduardo (roomate) no www.google.com sobre MNS: encontrou umas coisas que nem eu mesmo sabia. Se você era leitor, confira os links abaixo. Se não era, clique também!

http://www.fotolog.net/fanzines/?photo_id=1645613

http://www.terravista.pt/FerNoronha/1151/zines.htm#MAKE%20NO

http://www.zaninblog.tk/

http://www.yellowmelodies.com/prensa/Rep/makenosense.html

FUTILITY # 21

Nada mais apropriado pro dia de hoje do que essa ótima faixa do Franz Ferdinand, 'Better on holiday': 'it's always better on holiday, so much better on holiday...'

ALIVE AND... KICKING!!!

FESTIVAL SÃO PAULO INDEPENDENTE

 

Hoje aconteceu a primeira edição desse festival promovido pela Brasil 2000 FM, em parceria com a Coordenadoria da Juventude. Foi ali, bem na esquina do Anhagabaú com a São João. Das seis bandas que tocaram (Los Pirata, Cansei De Ser Sexy, Borderlinerz, Nitrominds, Thee Butchers’Orchestra e Daniel Beleza E Os Corações Em Fúria) pude conferir três delas. Primeiro por causa da chuva, que até deu um tempo quando resolvi ir embora. Segundo, porquê eu estava morrendo de fome e precisava comer algo decente – coisa difícil de se achar por ali. Algumas figuras ‘ilustres’ deram as caras por ali: Lúcio Ribeiro, Supla, Álvaro Pereira Jr., mas o grande destaque foram mesmo as figuras ‘de rua’ (acho eu) que circulavam ali perto: como duas ‘tiazinhas’ super empolgadas com o tal do rock’n’roll que rolava solto no palco.

 

Cheguei com os Los Pirata deixando o palco. E segundo meu amigo David, foi um show bem bacana. Cansei De Ser Sexy entrou no palco ao mesmo tempo que a chuva começou a cair. As meninas, sem esquecer do baterista, são mesmo pra lá de divertidas. É preciso não levar tudo muito à sério e entrar na delas. Foi o que fiz e achei o melhor dos três que vi. Love Foxxx manda ver e não está nem aí pra gritaria da platéia. Foi rápido e logo começou o Borderlinerz. Conhecia pouca coisa, mas deu pra perceber que os caras têm uma certa legião de fãs, esgoelando as letras e nem aí pra chuva. A banda comandou um baile punk (não funk!) bem bacana ali no meio: onde camisetas como Joy Division, Metallica, Dance Of Days, Sonic Youth, Strokes, Ramones e Linkin’ Park  se jogavam uma em cima das outras, meninas e meninos. Rock’n’roll certeiro, pra quê mais? Tocaram a última música e nem quinze minutos depois lá estava o Nitrominds – isso foi legal, tudo bem rápido sem muita firula entre uma banda e outra. Bom, do Nitrominds não tenho muito o que falar. Os que lá estavam pra ouvir hardcore devem ter adorado, o que não era o meu caso. Mas preciso registrar aqui uma coincidência daquelas que fazem qualquer fã de música ficar meio bobo: enquanto banda e público urravam ‘Violence! Policemen, policemen’ dois policiais arrastavam um cidadão meio suspeito e batiam nele, deixando o cara caído (acho até que tinha roubado um colar ou sei lá, mas não é por aí). Queria muito ter visto Daniel Beleza, mas não resisti. Voltei pra casa e ouvi The Heavy Blinkers pra dar uma aliviada.

 

 Cansei De Ser Sexy

FUTILITY # 20
De saída. Indo lá para o Vale do Anhangabaú e ver até que horas vou agüentar. Espero ver pelo menos o Daniel Beleza, Borderlinerz e o Cansei De Ser Sexy. O dia começou com The Heavy Blinkers, The Promise Ring, Sonic Youth, dois episódios de Arquivo X e agora ouço Unrest. Mais tarde volto aqui.
THESE GIRLS HAVE A LOVELY SINGING VOICE!

# 03: ALTERED IMAGES

Essa é culpa do Ivo (do apartment301, link ao lado). Foi ele que me mostrou o Altered Images pela primeira vez. E foi há pouco tempo que consegui lá na loja o best of deles e fui me deliciando mais uma vez ao re-descobrir a voz de Clare Grogan. Só pela foto dá pra perceber que a banda surgiu nos anos 80 (essa década maravilhosamente brega!). Foi com o single de 'Happy Birthday' (atingindo o segundo lugar das paradas britânicas) que começaram  a crescer. A voz estridente e cheia de truques de Clare é provavelmente a marca registrada dessa banda, que foi aos poucos perdendo a criatividade e a espontaneidade - o que podemos constatar mais claramente em algumas faixas do terceiro álbum. É claro que para grandes fãs, todo o trabalho da banda é essencial, mas se você não faz muita questão de ter todos os três álbuns, um bom best of é o bastante. É fácil também reconhecer que Manda Rin (BIS), Maja Ivarsson (The Sounds) e Mariann (Surferosa) ouviram muito Clare Grogan  (coincidentemente ou não, as três vocalistas citadas começam com M).

 

RESCUE # 03 : TO HELL WITH BURGUNDY

 A minha história com o THWB começa em, mais ou menos, 1990. Um amigo meu (que na época morava em Joinville) vem me visitar em São Paulo e traz duas coletâneas da Rough Trade com muitas bandas desconhecidas para mim na época (foi onde também ouvi The Sundays, 'I kicked a boy', pela primeira vez), e lá no meio tinha essa banda com esse nome pra lá de esquisito: To Hell With Burgundy. A faixa era do primeiro álbum deles, Earthbound, e era simplesmente 'Go'. Claro que não consegui me conter ao ouví-la pela primeira vez, e o repeat do aparelho era constantemente usado (e ainda o é até hoje quando a ouço). Difícil descrever aqueles dois minutos e pouco de pura beleza. Algum tempo depois, o programa Novas Tendências (que era apresentado e idealizado por José Roberto Mahr) abriu com 'The razor of truth', do mesmo álbum. Daí por diante, estava entregue: consegui a gravação do tão sonhado Earthbound com um amigo (na época) do Rio que conhecia o José Roberto Mahr e guardei a fitinha cassete como um dos meus maiores tesouros, até que a transformei num CDR (sorte minha a ótima qualidade da tal fita!). A banda foi formada em Manchester no final de 87 por Karl Walsh, Joanne Hensman e Kevin Metchear. Lançaram, além do já citado Earthbound, Only the world, 3 e por fim The marvel of the age. Começaram fazendo música folk influenciados por música flamenca, mas então foram sofisticando e chegaram até a usar sequenciadores no último álbum. Consegui encontrar o terceiro no www.ebay.com e comprei o último no site da banda http://www.thwb.btinternet.co.uk/ , e no momento aguardo a finalização da compra do segundo por um site italiano. Mas meu grande sonho de consumo é conseguir encontrar o CD original do primeiro - já que o site oficial afirma ser impossível encontrá-lo, vendendo o CDR. Você pode até ouvir a música 'Beautiful' no site da banda para ter uma idéia do quão bonito eles conseguem soar, mas o ideal seria começar pelo Earthbound.

FALL IN LOVE WITH... LE CONCORDE

 Stephen Becker é o centro nervoso do Le Concorde, ainda que 'amparado' por John Ashton e Mars Williams (Psychedelic Furs). Por mais incrível que possa parecer (principalmente depois de ouvir a banda), a casa do rapaz não é a Inglaterra, mas sim Chicago. E na verdade, Stephen costumava até o ano passado estar à frente da banda Post Office. Mas em se tratando de Le Concorde, o que se ouve é algo entre o que há de melhor em Prefab Sprout e Aztec Camera, por exemplo, regado a uma nostalgia inerente à bandas mais contemporâneas como Kevin Tihista's Red Terror. O EP de estréia da banda sai mês que vem, mas você já pode tentar garantir o seu, já que será uma edição limitada. O site é http://www.leconcorde.org/

 

EVERYDAY IS LIKE SUNDAY

Mais um domingo de 2004. Abril é o mês. Charlie acabou de sair daqui, gravou umas coisas - coisas ótimas por sinal (The Anniversary, The Fiery Furnaces, Múm). O dia começou tarde, com James Yorkston & The Athletes e o ótimo Moving up country. Daí ouvi muito o ótimo Chutes too narrow (fãs de música pop de alta qualidade que ainda não ouviram esse álbum, corram para ouví-lo já!), dos americanos do The Shins. Teve sono no final da tarde e um pouco de TV à noite. É isso!

 *parte da capa picotada do The Shins

 

FUTILITY # 19

"As mentiras que mais devastam a nossa auto-estima não são tanto aquelas que contamos, mas aquelas que vivemos."

Bom isso, né? Se alguém souber a autoria, me avise. Estava no final de um email que recebi. E aproveito esse Futility pra divulgar o site das quotable quotes (qualquer coisa como 'frases marcantes') de Mae West, muito legal: http://www.qis.net/~jimjr/one83.htm

THE MOST INCREDIBLE RELEASES AROUND HERE!!!
# 06 Esse álbum é algo realmente louvável. Graças ao Rodrigo Lariu e sua tão cultuada Midsummer Madness os fãs de Telescopes conferiram o primeiro lançamento nacional dessa banda que fez escola/história. É claro que falta 'Perfect needle' e é bom esclarecer que o nome da quinta faixa é 'Threadbare' (com R depois do H), mas a iniciativa foi incrível anyway. Mas estão aqui 'To kill a slow girl walking', 'Please before you go', a maravilhosa 'Oil seed rape', 'Precious little' (um dos singles mais perfeitos da história da banda!) entre outras faixas escolhidas pelo próprio Stephen Lawrie. Só me pergunto se ficaria muito complicado o lançamento dos álbuns em si, e (vou até mais longe) por que não lançar um álbum com as faixas dos cinco singles lançados pela banda Unisex - banda de Stephen e Joanna Doran?! Pedindo demais? Provavelmente sim.
THESE GIRLS HAVE A LOVELY SINGING VOICE!

# 02 : THE FIERY FURNACES

Essa Eleanor!!! Esse começo de ano foi ouvindo muito THE FIERY FURNACES. Com todo mundo que eu falava sobre a banda dizia sempre que não sabia muito bem porquê gostava tanto deles. Foi ouvindo muitas e muitas vezes que cheguei à conclusão de que a culpa era toda de Eleanor Friedberger, 50% do TFF. Para quem ainda não sabe, a outra metade é composta por seu irmão Matthew, que toca muita coisa no álbum de estréia desse duo Nova Iorquino, o Gallowsbird's park. Eu havia escrito nas resenhas dos discos do ano que soavam para mim como a banda que Andy Warhol estaria apadrinhando se estivesse vivo. Por que? Porque simplesmente me soam como um Velvet Underground 'equivocado' (no mais bom sentido da palavra que conseguir imaginar) fazendo um mix irresistível de blues, rock, pop e o que mais acontecer. E o melhor: com a voz de Eleanor deixando tudo extremamente único e incomparável. Acho, sem sombras de dúvidas, uma das melhores coisas já saídas de Nova York nos últimos anos.

FUTILITY # 18

Isto está num livro que estou lendo, Não Matem As Flores, de J.M. Simmel, e já era pra ter sido um Futility faz tempo.

   "O mundo quebra qualquer um, e depois muitos ficam fortalecidos nos pontos quebrados. Mas aqueles que não querem quebrar, a esses o mundo mata. Mata os muito bons, os muito finos e os muito corajosos: sem distinção. Se não fores nenhum desses, podes ter certeza de que ele também te matará, mas sem muita pressa."

Ernest Hemingway    

SUNDAY SUNDAY

Nesse domingo não rolou muita coisa não. Teve chuva, goteira (?!), supermercado. Daí teve também música: Stereolab e seu Sound-dust. Teve também Utah Saints (saído de uma promoção de R$ 3,99!), mas é meio chato - mesma linha de, sei lá, Apollo 440, Sunscreen, Fluke.  O mais interessante do domingo foi uma compilação, dividida em dois volumes, que acompanhou o NewMusicalExpress de 22 de novembro do ano passado. Como os caras são muuuito 'bacanas', eles lançaram dois volumes da tal Rock'n'roll riot! com a mesma edição do semanário - ou seja, você tinha que comprar a mesma revista duas vezes. Mas acaba valendo à pena. CD 1 'Kicking Off': abre com uma das mais bandas mais chatas (na minha opinião!) do momento, embora tenham sido muito sinceros em tudo o que li a respeito deles em relação ao hype todo em cima da banda; claro que estou falando de Kings Of Leon. Vem então Hot Hot Heat, The Killers (com uma faixa um tanto Cure demais), Muse, The Distillers (who needs another Hole?!), Har Mar Superstar, The Rapture, The Futureheads (é preciso ouvir esses caras), Fiery Furnaces (yeah!!!!!!!!!!), The Detroit Cobras (que pelo jeito jamais fará algo tão bom quanto o cover de 'Last nite', dos Strokes), Kasabian, British Sea Power, Keane (eba!!!), The Music (com um b-side de single) e Cooper Temple Clause. O CD 2, 'Down the front', começa bem com Libertines, passa por The Von Bondies (definitivamente, não consigo me empolgar com a banda), Afi, uma ótima música de Franz Ferdinand, Josh Homme com PJ Harvey, Stellastarr, Yeah Yeah Yeahs (com a absurda 'Our time', que música linda!), The Ordinary Boys (cujo vocal me irrita um pouco), The Stills, Jet (com a ótima 'Lazy gun'), My Red Cell (um tanto pesados, mas que vale ouvir), Eastern Lane, The Zutons (que se tivesse um vocal feminino seria ótima), Marc Carroll e uma ao vivo com The Thrills. Foi isso. Ah sim, Zé, ainda não ouvi o primeiro do The Concretes, mas amanhã me acabo de tanto ouvir!

The Futureheads The Killers

 

 

FUTILITY # 17

 Indie Eggs?! Era só o que faltava! Mas aí está. Idealizado por Lúcio ( o maior consumidor de música indie do mundo!) e sua esposa, esse é o melhor presente de Páscoa que você pode dar para alguém que curte música. Por enquanto, só está disponível nas versões Teenage Fanclub (o da foto), Weezer (álbum azul), e White Stripes! É feito em cerâmica e vem 'recheado' com um ovo de chocolate e/ou bonbons. Lá na loja tem: www.sensorialdiscos.com.br

 

THESE GIRLS HAVE A LOVELY SINGING VOICE!

# 01 : THE PLAGUE MONKEYS 

Quem me conhece sabe muito bem que simplesmente adoro uma banda com vocal feminino. E foi pensando nisso ( e em 'Sing your life' do Morrisey) que surgiu essa nova sessão desse blog que está louco para ser de papel (cá entre nós!!!): These girls have a lovely singing voice. E para não começar muito óbvio, resolvi falar do THE PLAGUE MONKEYS. Essa é uma banda irlandesa que já na primeira página de seu site pergunta: "A banda mais importante da Irlanda?". Exageros à parte, a voz de Carol Keogh é realmente um desses bálsamos que a gente descobre por acaso. Claro que a forte influência de Elizabeth Fraser (Cocteau Twins), principalmente da época do EP Twinlights, pode incomodar os mais exigentes, mas não desmerece em nada o trabalho vocal de Carol. Tem gente que acha que a banda soa, na verdade, um mix de The Sundays com Cocteau Twins. Eu prefiro contestar que foram sim duas bandas que influenciaram o trabalho desses irlandeses. Eles têm dois álbuns lançados, e o site oficial é esse aqui: http://www.irishmusiccentral.com/theplaguemonkeys/index.html

THE MOST INCREDIBLE RELEASES AROUND HERE!!!

THE MOST INCREDIBLE RELEASES AROUND HERE # 5 1/2

Antes de colocar o próximo aqui, resolvi lembrá-los - digníssimos leitores - dos 'disquinhos' já comentados por aqui nessa sessão do blog:

# 01: CAPITOL K Island Row

# 02: VARIOUS ARTISTS Come Again

# 03: VARIOUS ARTISTS If I Were Prince

# 04: WEDDING PRESENT George Best

# 05: POPUNDRET Montmartre 15 40

Se quiser ler a respeito deles, clique ali nos arquivos. That´s it!

 

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